Domingo

11 de Setembro

08h00 -

Salva de Morteiros

08h30 -

Zés Pereiras, gaiteiros gigantones e cabeçudos
Largo de Camões

09h00 -

Concertos Bandas de Música
Largo de Camões (durante todo o dia e noite)
  • Banda de Música de Melres (Gondomar)
  • Banda de Música de Arcos de Valdevez

12h15 -

Concentração de Zé Pereiras e Gigantones
Largo de Camões

15h30 -

1 - D. Afonso VI
Imperador das Hespanhas
Afonso VI de Leão e Castela intitulava-se a si mesmo de “imperador de toda a Hispânia” porque reunira sob a sua autoridade os tronos dos três reinos de Leão, Castela e Galiza, reconstituindo a unidade do reino do seu poderoso pai D. Fernando I (Fernando Magno) e porque conseguira alcançar uma supremacia sobre vários reinos islâmicos independentes do sul (as taifas) que obrigou a pagar-lhes pesados tributos em ouro, tornando-se num dos mais ricos soberanos da Cristandade de então.
Após a derrota na Batalha de Zalaca contra os Almorávidas, que vieram em socorro dos reinos taifas, em 1086, Afonso VI solicitou ajuda militar a cavaleiros franceses, entre os quais se destacaram D. Raimundo e D. Henrique.
Como recompensa pelos serviços prestados, D. Afonso VI concedeu a D. Raimundo a sua filha legítima D. Urraca em casamento e doou-lhe o Condado da Galiza, que compreendia a Galiza e que se estendia para sul até ao rio Minho. Por sua vez, D. Henrique casou com D. Teresa, filha ilegítima do rei, e recebeu, em 1096, o Condado Portucalense, território delimitado pelos rios Minho (a norte), Douro (a oriente) e Mondego (a sul).
2 - Questão da primazia entre Braga e Santiago de Compostela
A luta entre as dioceses de Braga e Compostela vai cavar um fosso entre portugueses e galegos. Os reis ibéricos tentavam tirar partido dos conflitos religiosos entre diferentes sedes em seu próprio proveito. Nesta lógica quer D. Henrique quer D. Teresa nunca deixaram de beneficiar a Sé de Braga, independentemente da relação que tivessem com o arcebispo titular. A procura da autonomia portuguesa passava assim pelo fortalecimento da sua sede episcopal principal.
Esta rivalidade vai ser acentuada pelas desmedidas ambições de Diego Gelmírez, arcebispo de Compostela, que segue a estratégia de procurar aumentar o seu poder à custa da apropriação dos direitos metropolíticos de Braga, como antiga capital da província romana da Galécia. Os arcebispos contemporâneos de D. Teresa vão combater essas pretensões, nem sempre com sucesso, mas sempre com o apoio de D. Henrique e D. Teresa.
Por bula de 17 de fevereiro de 1120 o papa Calisto II transferiu para Compostela os direitos metropolíticos de Mérida, a antiga capital da província romana da Lusitânia, ainda em poder dos muçulmanos. Este privilégio assegurava-lhe a jurisdição sobre as dioceses portuguesas e leonesas a sul do Douro, nomeadamente Coimbra e Salamanca, acicatando ainda mais a rivalidade entre estas duas dioceses e os seus arcebispos.
3 - Corte condal no tempo de Dona Teresa (1125)
A figura de D. Teresa suscitou as mais variadas e contraditórias especulações, sem que seja possível formar uma opinião segura acerca do seu temperamento e dos motivos que nortearam as suas decisões. Não podemos deixar de ver nela uma personalidade ambiciosa, fortemente convencida do seu direito a herdar um dos estados governados por seu pai, pelo menos a Galiza.
D. Teresa recebe uma carta do papa Pascoal II, expedida a 18 de junho de 1116, e dirigida à “rainha Teresa”, um reconhecimento importante, que a partir daquele momento ela tomaria muito em consideração. Além disso D. Teresa tinha a consciência da superioridade do seu nascimento, que se considerava “rainha” e como tal se intitulou sempre desde 1117.
A aproximação entre D. Teresa e os Trava foi um facto na história do Condado Portucalense após a morte do Conde D. Henrique. Em janeiro de 1121 Fernão Peres de Trava já se encontrava na corte de D. Teresa, com quem tinha um relacionamento amoroso.
A partir de 1120, D. Afonso Henriques deixa de estar na dependência do seu aio e encontramos muitas vezes a sua subscrição nos documentos de D. Teresa. A partir de então passou a viver na corte, e a ocupar nela uma posição de destaque, pois algumas vezes é mencionado como outorgante de documentos juntamente com sua mãe ou confirma-os em posição superior à do conde Fernão Peres de Trava. Até 1127 não se pode apontar nenhum indício seguro de qualquer conflito entre ele a “rainha”.
4 - A criação dos infantes
D. Afonso Henriques foi muito provavelmente entregue aos cuidados de uma família da mais alta nobreza, como nesta época acontecia aos filhos dos reis das monarquias peninsulares. As proles, no tempo dos condes portucalenses, eram dados para aleitamento e criação, às famílias da fidalguia de Entre Douro e Minho, com o intuito de lhes testemunhar uma superior confiança e proteção feudais.
Após o nascimento as crianças eram enfaixadas como forma de proporcionar conforto e segurança à criança e ajudar os recém-nascidos a abandonar a posição fetal com o fim de evitar o temido risco de poderem vir a rastejar ou a movimentar-se como animais. O crânio e o rosto recebiam cuidados especiais: o primeiro aconselhava o seu envolvimento numa forte lã cardada (também para proteção de doença dos ouvidos); para a face era utilizado um pano macio a colocar sobre os olhos, para os proteger da luz e das impurezas que geravam infeções. Por volta dos 7 anos os meninos abandonavam o vestido comprido usado na infância e passavam a trajar calças curtas e gibão, sendo-lhes proibido brincar com bonecas.
Na Idade Média o brinquedo mais representado na iconografia era a piorra (semelhante ao pião, cujo objetivo era fazer a base afunilada girar – difere apenas no modo de funcionamento), jogo seguido pelo cavalo-de-pau, o pião, bola e os moinhos de vento. Há registos de brinquedos preciosos, quase sempre feitos em ouro e prata, e oferecidos a crianças da realeza (ex: assobio de ouro, guarnecido de correntes e anéis e uma fita de seda azul). Para as meninas havia as bonecas feitas de sobras de trapo tal como há registos de miniaturas de louça doméstica. A prática da equitação e o manejo da montada desempenhava um papel preponderante no quotidiano dos rapazes.
5 - Banquete Medieval
Em datas festivas ou quando o senhor tinha convidados nobres, era tempo de banquete no castelo. No Portugal medieval existiam duas refeições: o jantar e a ceia. A principal seria o jantar que era servida entre as 10 ou 11 horas da manhã. A ceia era tomada entre as 6 e as 7 horas da tarde. À mesa do rei, da nobreza e do alto clero seriam servidos 3 pratos ao jantar, para além das sopas, acompanhamentos e sobremesas.
As práticas das refeições nos grupos dominantes eram elaboradas e protocoladas. A ausência de garfos levava a que fosse necessário lavar as mãos antes e após cada refeição. Os servidores traziam à mesa “gomis” bem como grandes bacias sobre as quais se colocavam as mãos. Para limpar as mãos eram usadas pequenas toalhas. Desde a Idade Média que se usam à mesa toalhas e guardanapos. Para além de cobrir a mesa, a toalha servia para proceder à limpeza dos objetos no final da refeição. Cada prato bem como o vinho era precedido de um porteiro seguido por criados empunhando tochas. Os alimentos eram trazidos em terrinas ou bacias. As ementas parecem-nos estranhas: naquele tempo misturava-se o doce com o salgado. A garça assada e a cabeça de porco podiam aparecer na mesa ao mesmo tempo que uma tarte de natas, ovos, tâmaras e ameixas, extremamente doces. As pessoas mais ricas gostavam do tempero com especiarias. Nos castelos mais luxuosos, as refeições podiam ser totalmente acompanhadas de música.
6 - D. MANUEL I E A ATRIBUIÇÃO DO FORAL A ALBERGARIA DE PENELA 20 JUNHO DE 1514
D. Afonso Henriques com a idade de 16 anos realizou, pretensamente, a cerimónia de investidura como cavaleiro na Catedral de Zamora no ano de 1125 ou 1126: “estando na Sé de Zamora, tomou de cima do altar as armas militares e vestiu-se e cingiu-se a si próprio diante do altar, como é costume fazerem os reis. Vestiu-se com a armadura como o Gigante, pois era grande de corpo, e cingindo-se a si próprio com as armas para as batalhas…” (Anais de D. Afonso, Rei dos Portugueses). Zamora pertencia ao senhorio de D. Teresa desde que lhe fora concedida por D. Urraca em 1111.
Se aceitarmos a veracidade do lugar, teremos de admitir que a cerimónia se teria realizado com o acordo de D. Teresa e com o consentimento de Fernão Peres de Trava. Dir-se-ia que se tratava de assegurar os direitos de D. Afonso à sucessão. Seria esta cerimónia uma réplica à cerimónia efetuada um ano antes, em Santiago de Compostela, com a investidura de Afonso Raimundes como cavaleiro, promovida pelo arcebispo Diego Gelmírez, para garantir os seus direitos ao trono de Leão e Castela. Significava que D. Teresa continuava a reclamar uma parte da herança de seu pai, ou seja, o governo independente do reino da Galiza, na qual seria apoiada pela família dos Travas neste propósito.
7 - Atribuição do Foral a Ponte de Lima (4 março 1125)
A 4 de março de 1125, a rainha D. Teresa faz “Vila o supramencionado lugar de Ponte”, com a correspondente outorga de feudo e foro. Neste documento Fernão (Fernando) Peres de Trava volta a aparecer ao lado de D. Teresa como testemunha e dando fé de um acto levado a cabo por aquela. A anterior confirmação de um documento por parte de Fernão Peres de Trava ao lado da “rainha” D. Teresa datava de 3 de novembro de 1122.
No pergaminho D. Teresa tornava explícito não só o seu desejo de emenda espiritual como também a vontade de continuar a governar por um dos seus caminhos preferidos, a defesa do território. No caso específico de Ponte de Lima tal significava colocar uma barreira aos possíveis ataques que podiam vir do norte, em volta de um recinto fortificado na margem sul do rio.
Do ponto de vista político, a presença de Fernando no documento de 4 de março implicava a sua reintegração no corpo de governação do reino. Dado que na acta estava a confirmação do arcebispo de Braga, haveria que pensar que o prelado não teria colocado nenhuma objeção a esse respeito.
O foral regista também, entre outros, o nome de Sisnando Ramires, proprietário, juntamente com sua mulher Justesenda Soares, de um aglomerado urbano e rural, situado nos limites do concelho fundado por D. Teresa (Casal Vendredi ou Domez), hoje Feitosa. Este nobre é confirmante do foral de Ponte de Lima e aparece ainda como Tenens (Tenente - Governador) de Riba Lima.
8 - Fundação da Feira de Ponte de Lima (4 de março 1125)
O crescimento económico e demográfico dos séculos XII e XIII, no território que viria a constituir Portugal, permitiu a criação de excedentes, que eram objeto de escoamento nos mercados e feiras. A 4 de março de 1125, a rainha D. Teresa ao fazer “Vila o supramencionado lugar de Ponte”, com a correspondente outorga de feudo e foro estabelece a realização de uma feira (documento no qual é mencionada pela primeira vez uma feira em território português).
Além da preocupação de defesa, que constituiu a fundação de Ponte de Lima, D. Teresa não descuidou outro aspeto fundamental da sua governação, como era o desenvolvimento económico das suas povoações, às quais se concediam benefícios e isenções para favorecer a permanência dos moradores e acrescentar a riqueza.
As feiras portuguesas constituíram-se num espaço de encontro de produtores, consumidores e distribuidores, realizando-se em datas e locais fixados. A sua importância económica é inquestionável, testemunhando-o a proteção dispensada às mesmas pelos sucessivos monarcas, que concediam privilégios, na vinda e na ida, aos mercadores que a elas concorressem, tal como está estabelecido no foral de Ponte de Lima.
9 - O concelho de Ponte de Lima em 1125
Nos concelhos medievais portugueses o documento mais importante era o Foral que definia quais eram os direitos e deveres dos habitantes num quadro geral de grande autonomia.
Os concelhos eram compostos por vizinhos, homens livres, maiores de idade, que habitam a área concelhia há um certo tempo e nela trabalhavam ou eram proprietários.
A sociedade dos concelhos era composta por homens-bons (cavaleiros vilãos) e por peões. Os cavaleiros vilãos eram proprietários, lavradores e/ou mercadores que possuíam riqueza para combater a cavalo, constituíam uma pequena elite que ocupava os cargos administrativos; os peões eram os camponeses, artesãos e pequenos comerciantes.
A assembleia de homens-bons, designado de “concilium”, reunia periodicamente e elegia entre si os oficiais concelhios. Os mais importantes eram os Juízes, eleitos anualmente para administrar a justiça.
Como principais símbolos da autonomia os concelhos tinham o selo municipal, o pelourinho e bandeiras e certos emblemas. Como magistrados/funcionários destacaram-se os seguintes: juízes (supremos dirigentes do concelho); meirinhos: encarregados da execução fiscal e judicial; almotacés: vigilância dos mercados, de preços, de medidas, da sanidade e obras públicas; mordomos: administravam os bens concelhios; sesmeiros: responsáveis pela distribuição e vigilância das terras; procurador: tesoureiro; chanceler: guarda o selo e a bandeira do concelho.
Dado que o foral original não chegou até aos nossos dias, desconhecemos na íntegra a composição das magistraturas judiciais bem como a organização administrativa do concelho, pelo que apenas podemos, por comparação com outros forais da época, estabelecer algumas conjeturas.

Grupos participantes e colaboradores do Cortejo
Grupo de Teatro da Casa do Povo de Freixo | GACEL | Instituto Limiano – Orfeão Limiano | Art’ In Facha | Pequenos Atores do Lima | Associação de Jovens e Amigos de Friastelas (AJAF) | Duplaface Companhia das Artes | GORILAS | Associação Cultural Unhas do Diabo | Ilumiano

18h00 -

TOURADA
Expolima
Picadeiro Grande (Organização: 4you-Events)
CAVALEIROS:
  • Filipe Gonçalves
  • Marcos Bastinhas
  • Soraia Costa
Forcados:
  • Forcados Amadores Académicos de Coimbra
  • Forcados da Tertúlia Tauromáquica Terceirense
  • Abrilhantada pela Banda de Música de Ponte de Lima
Toiros:
  • Ganadaria Espanhola D. Luis Terrón
Abrilhantada por Elementos de Banda de Música do Concelho de Ponte de Lima

21h30 -

Festival Limiano de Folclore
PALCO A – EXPOLIMA

- Rusga Típica da Correlhã
- Grupo Folclórico de Calheiros
- Grupo das Espadeladeiras de Rebordões Souto
- Grupo Recreativo Danças e Cantares de Ponte de Lima
- Grupo Folclórico da Ribeira
- Rancho Folclórico de Santa Marinha de Anais
- Grupo Folclórico da Casa do Povo de Poiares
- Rancho das Lavradeiras de São Martinho da Gandra


PALCO B – JARDIM DO PAÇO DO MARQUÊS

- Rancho Folclórico da Casa do Concelho de Ponte de Lima
- Grupo Folclórico de Santa Marta de Serdedelo
- Grupo Folclórico da Correlhã
- Grupo Folclórico de Gemieira
- Grupo Infantil Juvenil da casa do Povo de Freixo
- Rancho Folclórico das Lavradeiras de Gondufe
- Grupo Danças e Cantares do Neiva e Sandiães
- Grupo de Danças e Cantares de Vitorino de Piães
- Grupo Etno-Folclórico de Refoios do Lima



22h00* às 06h00

Music Fest: “Viva as Feiras Novas”
EXPOLIMA
* Música a partir das 00h00

00h30 -

Fogo de Artifício
“Fogo do Meio”
Centro Histórico